Impresso ou digital

Estando a mais de 20 anos no mercado editorial, acompanhei o surgimento da Internet e as mudanças que ela causou nas editoras do mundo. Algumas aproveitaram a novidade e aumentaram suas receitas e muitas outra fecharam as suas portas.

As poucas que resistem hoje, lutam com a dúvida de ter o seu material no formato impresso,  partir definitivamente para o formato digital ou ter os dois formatos.

 

Por experiência própria já testei todas as formas e obtive duas análises importantes que gostaria de compartilhar com os nossos associados.

A primeira coisa que devemos entender é se o tema de sua publicação esta atrelado ou não a tecnologia, a segunda é analisar faixa etária do publico alvo que você quer atender. Mas porque entender estes dois fatores?

Sobre a faixa-etária fica claro que quanto mais jovem o público, mais acostumados estão com a internet.

Sobre o assunto da sua publicação, é importante ver se os temas que são colocados nas matérias estão atrelados a internet. É muito comum encontrar em diversos texto, “ Baixe o programa”, “Foi divulgado nas redes sociais”, “Veja mais no site tal…”. Caso tenha este paralelo, o leitor entenderá que logo não precisará ler a publicação impressa, mas ir ao site que tem mais informação.

 

MINHA EXPERIÊNCIA

A minha vida editorial foi de escrever sobre eletrônica e tecnologia, e falar da internet como algo brilhante (isso a 20 anos), e como isso mudaria o mundo, norteou-me para o que viria a nossa frente. Conforme a complexidade dos projetos que apresentávamos em nossas publicações foram aumentando, recorríamos a própria internet para armazenar esquemas e códigos que não cabiam nas revistas ou livros.

Logo o nosso publico começou a perceber que não era preciso comprar mais a revista, bastava acessar o site e pegar as informações. Mas o que fazer agora? Precisávamos sobreviver para produzir mais informação.

Uma solução seria cobrar uma assinatura para acessar as informações. Mas bastava apenas um internauta ter acesso pago ao site  e tudo seria divulgado por e-mails e blogs sem cobrar nada.

Outra forma seria liberar todo o conteúdo das publicações na internet e as receita viriam de anunciantes. Esta ultima forma parecia a mais viável, afinal  alguem pagava a produção das matérias.

Logo apostei minhas poucas fichas que tudo deveria ser digital, e o público mais jovem, que estão acostumados com a internet aprovou. Porém um público que não era tão conectado assim reclamou da nossa ausência, além dos leitores que não tinham acesso fácil a internet.  Este público tinham em nossas publicações a única forma de se manterem atualizados. Novamente a pergunta, o que fazer? Perde-los ou atende-los?

Foi então que encontramos duas soluções, a distribuição on-demand e a financiada pelo anunciante. A primeira o leitor paga para receber a versão impressa em casa, e a outra o anunciante paga os gastos com a impressão e fornece a lista dos leitores que receberão a publicação impressa. Claro que a carga de trabalho aumentou e o lucro por exemplar teve que ser reduzida, mas continuamos andando.

O digital é mais uma forma de divulgação, assim como o papel e as ondas de radiodifusão, escolher em qual delas vale investir, necessita de um estudo sobre qual meio o seu publico escolheu para obter informações .



Referência:

Free - Chris Anderson

http://www.amazon.com/Free-Future-Radical-Chris-Anderson-ebook/dp/B002DYJR4G/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1431978080&sr=8-1&keywords=free+anderson 

 

Long Tail - Chris Anderson

http://www.amazon.com/Long-Tail-Future-Business-Selling/dp/1401309666/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1431978123&sr=8-1&keywords=long+tail

 

 


Renato Paiotti

Editor-chefe

Editora NCB

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 11 – 9 9155-2446

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